sábado, 16 de junho de 2012

Eu estaria no hospital!


Só podia ser o Chaves mesmo! Comer muito trigo é coisa do passado pra mim...

Essa é pra descontrair o fim-de-semana, já que estou esperando o resultado dos exames que fiz no Hospital do Fundão - RJ, e parece que vem alguma bomba. Tomara que seja só uma bomba de fabricação caseira, e não uma bomba atômica...

Bom fim-de-semana a todos!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Consciência pesada...

Eu tenho aceitado tantos convites para almoçar fora, jantar fora, lanchar fora, tomar uma cervejinha (essa eu dispenso, fico no refrigerante ou no suquinho), fazer um churrasquinho - entre outras farras gastronômicas - que eu estou ficando com dor na consciência. Claro que em nenhum momento eu penso nos quilinhos a mais que eu posso ganhar, porque definitivamente, eu NÃO ganho UM quilo! Não é engordar que me incomoda nessas sociais com os amigos. O que me incomoda, é que eu não sou uma pessoa que sai para comer tranquilamente... No curto espaço de tempo entre o convite e confirmar a presença, o meu cérebro trabalha ultra rápido pensando em todas as possibilidades que o local me oferece para comer, na não-contaminação no caso de haver algo que a pobre mortal possa ingerir, a minha disposição pra conversar com o gerente ou garçom sobre DC, glúten e contaminação, sugerir um lugar que eu costumo frequentar, calcular as chances de a pessoa se chatear com uma resposta negativa ou com a sugestão de um outro lugar, e finalmente, eu respondo: "_Vamos!"
E nessas saídas frequentes, não esqueço em nenhum minuto da minha querida restrição alimentar. Tem sido bom, mas há um desgaste grande. Os amigos do meu marido devem pensar: "_Juliano arrumou uma mulher complicada..." Mas todos me tratam com muito carinho, ainda bem. O negócio é que quando todos fazem seu pedido, eu tenho que alugar o garçom, e explicar tin-tin por tin-tin - igual ao Sr. Explicadinho - ir lá no churrasqueiro conferir tudo o que está sendo colocado na carne, se tem pão na churrasqueira, se a farofa tem algum condimento que contenha glúten... E depois de todo o trabalho pra me certificar que vou comer seguramente, eu como. Como, como, como... 
E depois a consciência dói. Eu fico pensando que estou me arriscando, que eu não deveria comer fora tantas vezes, que os outros celíacos não devem fazer isso, que eu vou acabar passando mal qualquer dia, que se meus exames acusarem algum anticorpo além do normal contra o glúten, ou se minha próxima biópsia tiver alguma alteração, eu vou ficar muito deprimida, e por aí vai.
Nunca passei mal nessas saídas, mas me sinto culpada... E ao mesmo tempo acho que não devo me privar, não vou me excluir quando não há necessidade. Já basta nas festas em que eu fico tomando refrigerante e cheirando salgadinho (já posso dizer que eu sou uma viciada em cheirar bolo e salgadinho, dá pra saber o gosto, mais ou menos, a partir do cheiro...). 
E também tem hora que não dá pra levar marmita pro restaurante... 
E assim eu vou levando.
Um jantarzinho aqui, um almocinho lá, e a dor na consciência de poder estar me contaminando.
Espero que as outras dores não apareçam também...


Mais Piqueniques! Oba!

A galera celíaca está animada!
Não é só a turma do Rio de Janeiro que terá o prazer de se encontrar em uma manhã agradabilíssima sem glúten. 
Curitiba e São Paulo também estão nessa!
Olhem só:

Fonte: ACELPAR

Fonte: Blog "Não Contém Glúten", da amiga Silvia Kawaguti.
Você vai faltar?
Eu não vou!

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Piquenique sem Glúten

Queridos celíacos e simpatizantes do Rio de Janeiro!
Mais uma oportunidade de nos encontrar, nos divertir e comer deliciosos quitutes sem glúten!


Raquel Benati, fera na informática! Ficou lindo!

sábado, 19 de maio de 2012


Amanhã, presença confirmada na caminhada no Aterro do Flamengo, no RJ.
Local: Aterro do Flamengo.
Ponto de encontro: no final da passarela de pedestres, em frente à rua Tucumã, praia do Flamengo.
Horário: 9 às 12 horas.

Infelizmente hoje não pude comparecer a Caxias. Espero que tenha sido um sucesso!

Estaremos aqui!!

Mapa enviado por meu amigo Jorge Rezende!


sábado, 12 de maio de 2012

Dia Internacional dos Celíacos - 2012


Por: Raquel Benati.


Dia Internacional dos Celíacos

20 de maio de 2012



Porque a intolerância ao glúten é dos celíacos,
mas a consciência do problema deve ser de toda a Sociedade.

Comemorar o Dia Internacional do Celíaco com eventos já virou tradição em vários lugares: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Florianópolis e Brasília, além de cidades da Itália, Espanha, Portugal, França, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Argentina, Uruguai e Chile. 
Em 2012 a Associação de Celíacos do RJ (ACELBRA-RJ) está organizando, em parceria com o Centro Brasileiro de Apoio Nutricional (CBAN) e Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (FENACELBRA) o Congresso Internacional de Nutrição Especializada e Expo sem Glúten, nos dias 25 e 26 de maio, no Centro de Convenções da Bolsa de Valores – Praça XV / Rio de Janeiro e nos dias 19 e 20 de maio estará nas ruas fazendo corpo a corpo com a população para divulgação da condição celíaca. 
O objetivo dos eventos é informar e alertar a sociedade sobre o problema da Doença Celíaca, suas manifestações, sintomas e tratamento - uma rigorosa dieta sem glúten por toda a vida – já que, no Brasil, ainda não existem dados sobre o número de pessoas celíacas e nem qual é a frequência de seu aparecimento. Estima-se que haja 1 celíaco para cada grupo de 100 pessoas. Mas infelizmente mais de 90% dos celíacos ainda não tem diagnóstico e nem conhecem essa condição. Embora o Rio de Janeiro seja um estado populoso, o número de celíacos já diagnosticados é muito pequeno.
Para saber mais sobre a doença celíaca e a dieta sem glúten, venha participar conosco dessas manhãs de conscientização.

- Dia 19 de maio (sábado) - 9h às 12h – Duque de Caxias - Praça Governador Roberto Silveira (próximo à UNIGRANRIO).
- Dia 20 de maio (domingo) - 9h às 12h - Aterro do Flamengo - final da passarela de pedestres, em frente à Rua Tucumã.

Maiores informações: www.riosemgluten.com - Acelbra RJ.


Você que é celíaco, parente de celíaco, profissional da área da saúde, não deixe de participar! 
Com o engajamento da população conseguiremos viver em um mundo melhor e mais justo!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Celíacas no Hospital do Fundão

Eu adoro participar dos acontecimentos do mundo sem glúten. Claro que eu gostaria de participar bem mais, dos congressos, das conferências, das reuniões, mas a vida corrida não me permite. 
Dessa vez, tive a oportunidade de fazer vários exames importantes para os celíacos e me encaixar em uma pesquisa que está sendo feita no Hospital Universitário Clementino Fraga, mais conhecido aqui no Rio como Hospital do Fundão, situado na cidade universitária da UFRJ. O hospital atende a população, e como está ligado a uma das melhores faculdades de medicina do país, é um local de ensino e pesquisa científica, o que é de extrema importância, pois o avanço das pesquisas na medicina faz com que nossos problemas de saúde possam ser solucionados ou amenizados.
A Dra. Rita de Cássia Arnaud, nutricionista, está pesquisando a relação da Doença Celíaca com a Osteoporose e a absorção da vitamina D pelos celíacos. Fiz Densitometria Óssea e vários exames de sangue, fezes e urina. Passei quase um dia inteiro lá para a realização dos exames, pois, precisava aguardar o tempo para absorção do cálcio no meu organismo após a ingestão de uma solução rica neste mineral. Foram muitas garrafinhas de água ingeridas, inúmeras idas ao banheiro e frasquinhos de sangue, mas isso tudo vale a pena. Além de pesquisar os níveis de vários hormônios no meu corpo, de saber como andam meus ossos (eu ainda não tinha feito densitometria...), e contribuir para o avanço das pesquisas na área da Doença Celíaca, conheci a Dra. Rita, a Elaine (a "vampira" que colhia nosso sanguinho...) e a amiga celíaca Luciana Pavlidis, quem me fez companhia nas horas de espera, entre uma corrida e outra ao banheiro para colher a urina... Era até engraçado, o papo era interrompido toda hora para a corridinha básica para o pipi! E papo de celíaco é sempre o mesmo, uma receita daqui, outra de lá, o dia-a-dia complicado para comer na rua e por aí vai! Depois de horas de jejum, ganhamos um lanchinho sem glúten. Oba! A fome era negra!
O dia foi muito agradável, saindo de lá, passei no shopping para almoçar (na hora do lanche da tarde, hehe) e vim embora feliz por poder saber como anda minha saúde, e me tratar, e também por contribuir para este importante estudo. Os resultados vão demorar um pouco para ficarem prontos, mas como o ano está "voando", daqui a pouco eles estão comigo.
Dra. Rita, eu e o aparelho da densitometria.
Devagar, Elaine!
Luciana, eu e nosso lanchinho... Adorei te conhecer, Lu!
Um beijo a todos os leitores do MCSB!!
Gostou? Comente!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Direito dos celíacos carentes do Rio de Janeiro

Uma ótima notícia!
Como sempre, Raquel Benati, pronta a esclarecer todas as questões, anjo da guarda dos celíacos, me mostrou a lei que garante cesta básica aos celíacos cariocas.
Essa lei é de extrema importância e um direito do cidadão!
Se você precisa ou conhece alguém que precisa, não deixe de informar!!
Se você recebe ou conhece alguém que receba as cestas, deixe-nos um comentário para que saibamos como funciona e para que mais pessoas possam se beneficiar.
Está no site da Acelbra-RJ, porém, a transcrevo aqui embaixo.

LEI Nº 4.840, DE 05 DE SETEMBRO DE 2006.


INSTITUI, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, O PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA AOS PORTADORES DE DOENÇA CELÍACA.

A Governadora do Estado do Rio de Janeiro,
Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º - Fica instituído, no Estado do Rio de Janeiro, o Programa de Assistência aos Portadores de Doença Celíaca.
Art. 2º - Para garantir a efetiva implantação do programa de que trata esta Lei, fica assegurado o acesso gratuito à realização de exames específicos para diagnóstico da Doença Celíaca, mediante prescrição médica.
Art. 3º - Fica assegurado o repasse mensal, através de programa assistencial próprio, de cesta básica composta de produtos isentos de glúten, aos portadores de Doença Celíaca, desde que comprovada a impossibilidade financeira de suprir as necessidades básicas de alimentação.

Art. 4º - A cesta básica a que se refere o artigo anterior será composta de:

          I - macarrão de arroz ou milho; II - farinha de arroz; III - fécula de batata; IV - biscoitos sem glúten; V - outros produtos especiais, a critério do órgão responsável
Art. 5º - O Poder Executivo, através de órgão próprio, promoverá programas educativos com a finalidade de esclarecer as características, os sintomas e o tratamento da Doença Celíaca, mediante:

I - a elaboração e distribuição de cartazes, cartilhas e folhetos explicativos que deverão ser disponibilizados nos postos de saúde, nas escolas e nas instituições públicas de todo o Estado;
II - a elaboração e distribuição de folhetos explicativos específicos para hotéis, bares, restaurantes e similares, em todo o Estado;
III - a organização de seminários e treinamentos com vistas à capacitação dos profissionais da área da saúde pública, em todo o Estado;
IV - a criação de um cadastro quantitativo para apurar a incidência da doença em todos os municípios do Estado.

Art. 6º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Rio de Janeiro, 05 de setembro de 2006.

ROSINHA GAROTINHO
Governadora
OBS:
Os vetos aos artigos 3º e 4º foram derrubados na ALERJ em dezembro de 2006.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O bolso do celíaco...

...está mais vazio.
Semana passada eu fiquei boquiaberta com os valores dos produtos sem glúten no Mundo Verde, porém, isso não é privilégio desta loja... Infelizmente. 
Os produtos sem glúten são sempre bem mais caros que os convencionais em qualquer lugar.
Fui comprar farinha de arroz e fiquei dando uma olhada nos outros produtos pra ver se tinha novidade. A nova era que o preço de tudo estava lá em cima. A farinha de arroz aumentou, R$ 10,00 - o quilo. As torradas Okoshi de arroz, R$ 9,70 - um pouco mais de 100 gramas. R$ 3,00 um pacotinho com dois cookies, não me lembro a marca. Fora os pães que sempre passam de R$ 13,00. Queria conhecer a tal Chia, semente da vez, mas desisti, um pacotinho pequeno, custava R$ 15,00... A mesma coisa era o amaranto e a linhaça.
Estamos ganhando pouco ou tudo está caro demais? Ou as duas coisas?
Celíaco carente não pode comprar esses produtos, ou seja, tem que se virar pra fazer a dieta. Li uma vez sobre uma lei que foi vetada para a distribuição de cesta básica sem glúten para celíacos carentes, mas não consegui achá-la pra colocar aqui. Conversando com nossa amiga Flávia Anastácio, soube que em Foz do Iguaçu tem um Centro de Nutrição - CENNI, uma entidade sem fins lucrativos, que atende crianças desnutridas (celíacas ou não) de 0 a 5 anos. Já em Curitiba, existe o Armazém da Família e Mercadão Popular, que oferece à população necessitada produtos com até 30% de desconto. Lá, segundo a Flávia, a farinha de arroz sai a R$ 0,99. Nem acreditei!
Seria importante que fossem doadas - pelas prefeituras - cestas básicas sem glúten ou que pelo menos houvessem lugares onde comprar esses produtos mais baratos. Não é qualquer um que pode comprar um pacotinho de biscoito a R$ 5,00, como os cookies da Hué (gostosos, mas caros) que eu achei aqui na minha cidade, pra minha surpresa.
Uma saída é consumir legumes no lanche. Aqui no Rio não se tem o costume de comer aipim, batata doce ou inhame no café da manhã, mas é uma opção saudável e mais em conta. Coloca-se uns minutinhos no microondas e come com manteiga, requeijão, azeite... Já fiz isso com batata inglesa, e gostei. É até mais legal, porque as farinhas muito refinadas não oferecem fibras, e comer os alimentos in natura é sempre bom. O problema é o nosso hábito do pãozinho de todo dia.

Bom, e assim, caminhamos.
Um dia melhora!





quarta-feira, 28 de março de 2012

Livrinho ilustrado para os pequenos celíacos!

Sem Glúten, Mas Com Alegria! Que coisa mais fofa!
Um livrinho com uma historinha da Turma da Mônica que conta um pouco do que é ser um celíaco mirim. Boa sacada da amiga Sabrina Saraiva, que faz parte do nosso grupo Viva Sem Glúten no Facebook.
Esse material é ideal para as crianças levarem para a escola a fim de que os coleguinhas conheçam de forma lúdica essa restrição alimentar e também para abrir um debate sobre as limitações de cada um, já que a história fala também sobre as diferenças.

O livrinho está disponível no site da Acelbra - RJ.

Não deixe de baixar!





terça-feira, 20 de março de 2012

Pão de Grãos

Outro pão delicioso que eu provei e aprovei usando a farinha do Talho Capixaba foi o Pão de Grãos. Uma delícia! Quando saiu da máquina, quentinho, eu coloquei manteiga e mandei pra dentro.
Tenho saudade do pão quentinho com manteiga...
Este pão é mais salgadinho que o Australiano, e os grãos, como a linhaça, quinua, amaranto e sementes de girassol dão um sabor especial. Meu marido e minha irmã preferiram o de grãos, por ele ser mais salgado que o outro, que tem um sabor mais adocicado.
Ele é feito da mesma forma, misturar ovos, água ou leite, manteiga ou margarina e o mix em pó. Ajustar a máquina para o ciclo 11 - sanduíche (ou 3 horas) e pronto, é só aguardar a hora do lanche. O Pão de Grãos fica um pouco menor que o Australiano, mas, da mesma maneira, a massa é excelente!





segunda-feira, 19 de março de 2012

Pão Australiano sem glúten

O mundo sem glúten nos traz muitas surpresas.
No mês passado tive o prazer de receber um contato a fim de testar algumas farinhas sem glúten que me deixou muito contente. O mercado dos produtos sem glúten está crescendo e surgindo muitas coisas de ótima qualidade. Já se foi o tempo que celíaco tinha que comer pão duro, solado e sem gosto. Tudo isso às custas de muito trabalho e pesquisa.

Dessa vez, pude experimentar as farinhas do Talho Capixaba, uma Delicatessen localizada no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro. Recebi quatro tipos de farinhas, o Mix para Pão Australiano, Mix para Pão de Grãos, Mistura Básica para Pães e Mistura Básica Sem Glúten. Testei todas elas e vou contar aqui como foi essa experiência.
De antemão, já digo, todas aprovadíssimas!

Para que ninguém fique com água na boca, o Talho Capixaba aceita encomendas, é só ligar para o telefone (21) 2512-8760 que eles enviam as farinhas por Sedex.
Vale a pena entrar no site, que é lindo, clicar no link Cardápio, e conferir os produtos da Arte sem Glúten, que são de babar!

O pão australiano tem um sabor especial que vem da mistura do mel com o chocolate. À primeira vista parece um bolo, mas sua textura é de um pão bem fofo e macio. Ainda não tinha conhecido uma massa tão elástica quanto essa, simplesmente perfeita!


 1 - O mix e o mel (Apiários Paracambi) que utilizei na receita. O modo de fazer vem na embalagem (as farinhas tem como base a fécula de batata, farinha de arroz, amido de milho, etc).

2 - Os ingredientes já no recipiente da máquina de pão. Uso a espátula de silicone para misturar bem.

3 - A máquina deve ser ajustada no ciclo 11 -modo sanduíche - ou em 3 horas. O pão fica bem grande (a máquina marca 900 gramas).

4 - A massa sendo misturada.


 
Pão pronto!
Este é o pão pronto!
Prontinho para ser saboreado!!
 
Bom demais!!


segunda-feira, 12 de março de 2012

Uma celíaca no navio...

Parece título de filme da Sessão da Tarde, mas nesse caso, a celíaca era eu, e o navio, o que escolhemos pra a nossa lua-de-mel. Ah, como foi bom! A verdade era que eu queria ficar por lá, balançando de um lado pro outro, mais um mês, no mínimo... Tudo perfeito!
Quando começamos a escolher o nosso destino, a primeira coisa em que eu pensava era como seria a minha alimentação. Será que eu comeria com tranquilidade?
Decidimos fazer um cruzeiro, e antes de procurarmos uma agência, eu entrei no site e na página do Facebook da MSC Cruzeiros para checar alguma informação sobre a minha restricão alimentar. Descobri que o navio oferecia opções para passageiros com restrições alimentares, bem como outro tipo de deficiência. Fiquei super animada e fomos até a agência para fechar o pacote. Lá, pedi a atendente da agência para comunicar à MSC sobre a minha restrição, e assim ela fez. Eles incluíram na minha reserva a observação "passageiro gluten free diet", e eu fiquei mais segura, afinal, passar 6 noites dentro de um navio comendo alface não seria nada fácil...
Embarcamos e a minha preocupação inicial era encontrar o maitre do restaurante que frequentaríamos, pois foi o que me orientaram a fazer. O navio tinha três restaurantes, sendo dois À la carte e um com buffet self service. Assim que cheguei à cabine, encontrei um envelope com o meu nome, e pra minha surpresa, era sobre a questão da minha alimentação. Procurei o maitre do restaurante e levei a carta até ele. Conversamos (mais com gestos que com palavras, pois ele era italiano) e ele se prontificou a me atender sempre que eu chegasse ao restaurante. Disse que eu deveria fazer todas as refeições ali, já que no buffet eu não teria muitas opções sem glúten, a não ser verduras e legumes. E assim foram meus maravilhosos dias dentro do MSC Musica, eu acordava, ia para o restaurante L'Oleandro e o senhor Antonio Caputo, responsável pelo restaurante, vinha imediatamente me atender.
No café da manhã sempre tinha uma torta doce com chantilly ou croisant, deliciosos. Não tinha pão salgado, mas eu comia ovos mexidos, omelete, salada de frutas, frios, e não senti falta do pão. Quando vinha algum garçom com aquela cesta liiinda, cheia de pães diferentes pra me oferecer, ele logo falava com seu sotaque italiano: "Nom, nom, ela nom pode, é gluten free..." Meu nome passou a ser "gluten free" dentro do navio.
Na hora do almoço ou do jantar, lá vinha o Antonio. Pegava o cardápio e já me mostrava o que eu podia comer. Perguntei sobre ter um cardápio específico para os "gluten free" - assim eu já pegaria o cardápio e escolheria minha comida, sem o Antonio precisar ficar de babá - mas o nosso garçom do jantar (cada pessoa tem a mesma mesa e o mesmo garçom determinados para o jantar, todas as noites), o Hendra, um indonésio muito simpático, disse em um "português-indonésio-italiano-inglês" que no "Brassi nom tem muito gluten free, na Europa, muito, mas no Brassi, nom tem", e por no Brasil não ter tantos celíacos quanto na Europa, o navio só disponibiliza cardápios sem glúten quando está lá, e, aqui, o maitre usa o cardápio convencional e nos mostra o que é apropriado para nós. Comi muito bem, fui muito bem atendida, a comida era deliciosa. Às vezes ele trazia outro prato, que não estava no cardápio, como o espaguete, que o nosso vizinho de mesa queria comer e o garçom dele foi logo dizendo que aquele espaguete era especial. Era engraçado, depois do pedido dele, ele sempre queria comer um prato igual ao nosso! 
De vez em quando, em nossa cabine, o telefone tocava e era a Srta. Emily, perguntando se estava tudo bem comigo, se eu estava sendo bem atendida, se eu estava satisfeita com a comida. Eles foram muito atenciosos. Eu quis saber se teria mais algum celíaco no navio, mas a princípio era só eu. Em um navio com mais de três mil pessoas, a única celíaca ser eu, era muita "sorte"... Mas, depois de um tempo, o Antonio disse que chegou uma moça no restaurante pedindo opções sem glúten, e eu fiquei doida pra saber quem era a minha parceira. Acabei conhecendo-a, e pelo que me contou, tinha três meses de diagnóstico, ainda estava engatinhando no mundo sem glúten. Conversamos muito e eu fiquei de enviar a ela um exemplar do nosso livro pra ela ficar por dentro do nosso cotidiano. Fiquei mais feliz em saber que eu não era a única ali. Agora, o mais impressionante, foi voltar e ver um comentário aqui no blog, de uma moça que pensou ter me reconhecido no navio, mas que depois achou que era loucura dela. Não era loucura, era eu mesma, e ela me reconheceu pelas fotos aqui do blog, mas ficou sem jeito de falar comigo. Que pena, nós conversaríamos horas sobre a DC, mas, não faltarão oportunidades.
Estou com saudade do navio, do teatro, dos shows, do luxo, da comida boa, da piscina, da diversão, da falta de compromisso, do Antonio e do Hendra (tomara que eles possam reencontrar a família deles logo, pois lá eles trabalham sem parar e ficam meses longe de casa).

Espero poder fazer outra viagem como essa em breve!

Torta sem glúten do café da manhã!
Beijos gluten free!